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ferdy × Rayyan: triagem e extração são coisas diferentes

Esta comparação começa com uma confissão: se você está procurando um substituto para o Rayyan, o ferdy não é. As duas ferramentas atuam em etapas diferentes da revisão, e o caminho mais comum entre nossos usuários é usar as duas, uma depois da outra.

Duas etapas que se confundem

Depois da busca, uma revisão sistemática tem dois gargalos distintos:

  1. Triagem — ler 1.200 títulos e resumos e decidir quais 90 merecem texto completo. Trabalho de decisão, em volume alto, que precisa de dois revisores independentes e de um jeito de resolver divergência.
  2. Extração — abrir os 90 textos completos e transformar cada um em uma linha de tabela. Trabalho de transcrição, em volume menor, que precisa de consistência entre o primeiro e o último.

Rayyan é a etapa 1. ferdy é a etapa 2. É por isso que a comparação item a item não faz muito sentido — e por isso a pergunta útil é outra: o que cada um resolve bem.

O que o Rayyan faz melhor

  • Triagem colaborativa cega, com dois revisores decidindo sem ver o voto do outro e a divergência aparecendo depois. É o desenho que a PRISMA espera, e o Rayyan faz isso bem há anos.
  • Volume: milhares de registros importados de RIS/BibTeX, com deduplicação.
  • Sugestão de relevância que aprende com as suas decisões e reordena a fila — repare que ele reordena, não decide: a inclusão continua sendo sua.
  • Plano gratuito útil de verdade — com limite de projetos simultâneos, mas sem limitar o essencial da triagem. Os planos pagos ficam, em setembro de 2026, em torno de US$ 25 por trimestre (estudante) e US$ 40 por trimestre (profissional).

O que o Rayyan não faz: abrir o PDF do artigo incluído e preencher as colunas da sua tabela de extração. Isso continua manual.

O que o ferdy faz melhor

  • Extração com colunas definidas por você — até 14, cada uma com instrução própria, aplicadas igualmente a todos os artigos.
  • Busca do PDF: cole a lista de DOIs (até 50 por vez, inclusive PMID e arXiv) e o ferdy vai atrás do arquivo em bases abertas antes de processar.
  • Tabela exportável em Excel, CSV ou PDF, com os seus rótulos.
  • Cobrança por página processada com sucesso, sem assinatura — e sem cobrança quando falha.
  • Português, do produto ao suporte, com pagamento em reais por Pix.

O que o ferdy não faz: triagem cega por título e resumo com dois revisores e cálculo de concordância. Não está no roteiro. E também não sugere critério de inclusão — nem na triagem, nem na extração: você escreve a regra, o ferdy aplica. Nas duas ferramentas, a decisão metodológica continua com quem assina a revisão.

Como as duas se encaixam na prática

  1. Busque nas bases e exporte os registros.
  2. Triagem no Rayyan, com o seu par. Saem os incluídos.
  3. Exporte a lista de incluídos — o que você quer são os DOIs.
  4. Cole a lista no ferdy (até 50 por vez), defina as colunas e deixe a fila andar.
  5. Confira as linhas contra os textos completos e exporte a planilha.

O passo 3 é o que junta as duas ferramentas. Se a sua exportação vier em RIS ou CSV com os DOIs no meio do texto, não tem problema: o campo do ferdy aceita a lista como veio e separa os identificadores.

Resumo honesto

  • Só precisa triar? Rayyan, e o plano gratuito provavelmente resolve.
  • Já triou e tem PDFs para virar tabela? ferdy.
  • Revisão completa, do zero ao material suplementar? Os dois — é o desenho mais barato que existe hoje para quem trabalha em português.

Este texto faz parte do comparativo das ferramentas de revisão sistemática em 2026, que organiza todas elas por etapa da pesquisa.